A decisão de Steve Jobs de renunciar ao cargo de executivo-chefe da Apple semeia dúvidas sobre sua saúde e representa o adeus à cena pública de uma figura icônica, que transformou os hábitos de consumo de várias gerações com produtos como iPod, iPhone e o iPad.
Um dos pais da revolução informática do novo século deixa seu cargo. Cada “brinquedo” que lançava ou, inclusive, cada versão atualizada de seus produtos provocava o delírio entre fãs e seguidores leais da comunidade Apple.
Suas conferências eram acompanhadas com entusiasmo por milhões. Mas agora, as sombras sobre sua saúde fazem-no dar um passo para trás. A carta enviada nesta quarta-feira à diretoria de sua empresa deixa entrever uma piora de seu estado de saúde.
“Sempre disse que se chegasse o dia em que não pudesse cumprir minhas obrigações à frente da Apple como executivo-chefe, eu seria o primeiro a anunciar”, escreveu Jobs em carta dirigida à cúpula da empresa e aos admiradores da Apple. “Infelizmente, esse dia chegou”.
Seu anúncio foi recebido com surpresa pela imprensa, mas os indícios indicavam há muito tempo que esta situação poderia acontecer a qualquer momento.
Jobs, de 56 anos, anunciou em 17 de janeiro que tiraria uma licença temporária para se concentrar em seus problemas de saúde, mas não entrou em detalhes na época. Até junho, quando discursou na conferência de abertura da WWDC 2011, em San Francisco (Califórnia), só havia aparecido em público uma vez.
O empresário superou um câncer de pâncreas em 2004 e solicitou outra licença médica em janeiro de 2009 para tratar alguns “desequilíbrios hormonais”, mas, depois, soube-se que ele tinha se submetido a um transplante de fígado três meses depois em um hospital do Tennessee.
Os rumores sobre sua saúde, agravados por sua magreza, aumentaram quando, em fevereiro, foi fotografado na mesma clínica onde o falecido ator Patrick Swayze fez tratamento contra câncer de pâncreas.
Trata-se do Stanford Cancer Center, situado em Palo Alto, perto de San Francisco, mesmo local onde Swayze foi paciente antes de morrer de câncer aos 57 anos, em setembro de 2009. As fotos foram publicadas pelo jornal sensacionalista “The National Enquirer”.
De origem humilde, filho de mãe solteira, Jobs foi adotado por um casal de classe trabalhadora quando tinha uma semana de vida.
Abandonou os estudos universitários em 1976 para fundar a Apple no mesmo ano, em uma garagem de Mountain View, junto com Steve Wozniak. Mas acabou abandonando-a nos anos 1980 devido ao colapso da empresa, esmagada pela concorrência dos computadores com o sistema operacional Windows, da Microsoft.
Nesse momento, criou a Next Computer, que nunca teve sucesso comercial, mas preparou as bases para sua volta à Apple, onde se encarregou do desenho dos iMac e, tempos depois, dos iPod.
A compra da Next por parte da Apple em 1996 levou Jobs de volta à empresa que cofundou no início da carreira e, desde 1997, serviu até agora como seu presidente-executivo, numa época em que transformou a empresa em um gigante do setor tecnológico e em uma das companhias mais rentáveis do mundo.
Jobs é um dos empresários mais ricos do Vale do Silício, com um patrimônio que, segundo os cálculos da revista “Forbes”, chega a US$ 5,1 bilhões e inclui, além dos títulos de sua empresa, uma significativa participação no grupo Walt Disney.
Anteriormente, tinha sido o presidente-executivo do estúdio de animação Pixar, até que este foi comprado pela The Walt Disney Company em 2006, momento em que Jobs passou a fazer parte da diretoria da empresa.
Essa incursão no mundo do cinema começou em 1986, quando ele pagou US$ 10 milhões por uma divisão da Lucasfilm dedicada ao design de computadores de alta capacidade gráfica, que se transformaria na Pixar.
Sob sua liderança, foram criados filmes como os da bem-sucedida saga “Toy Story”, que fez um novo estilo no setor de animação e que continua sendo o grande referencial do estúdio.
Via Terra
AS DEZ CRIAÇÕES DE JOBS
O SRZD separou 9 criações de Steve Jobs. Confira e comente!
1976 – Apple I
Em 1976, Steve Jobs e seu amigo Steve Wozniack fundaram a Apple Computer e logo apresentaram ao mundo o Apple I, considerado o primeiro microcomputador pessoal do mundo. Foi posto à venda por US$666,66 e precisava acrescentar de um teclado, um monitor barato, um gabinete e uma fonte de energia para vê-lo funcionando. Hoje, colecionadores chegam a pagar US$16.000 por cada aparelho.
1977 – Apple II
Baseado no design do Apple I, o Apple II é uma continuação de luxo para sua época. Este computador tinha uma interface para cassetes áudio e uma controladora de vídeo com saída NTSC para monitor ou, através de um modulador RF, para uma televisão. Na época era vendido por US$1.298 (com 4KB RAM) e US$2.638 (com 48KB RAM). Também foram lançadas versões com melhorias como a Apple II Plus e a Apple Iie.
1980 – Apple III
Sua produção começou em 1980 e durou até 1984. É a terceira geração da linha Apple de computadores e foi criado visando o uso corporativo. Possuía o dobro de memória RAM da antiga versão (de 64KB para 128KB com possível expansão para 256KB).
1984 – Macinstosh
A revolução no modo de se fazer computadores. O Macinstosh foi o carro-chefe para tornar a Apple a empresa mais inovadora no ramo da tecnologia. Aqui vemos o resultado das aulas de caligrafia de que Steve Jobs assistiu na faculdade. Diversas técnicas de manipulação de tipografias foram usadas neste computador, e ele se tornou o primeiro do mundo a ter múltiplas caligrafias e design ordenado. Até hoje a linha Mac é referência para edição de foto, áudio e vídeo. O Macintosh foi lançado em 24 de janeiro de 1984, com um preço de US$2.495. Vinha equipado com 128KB e rodava o sistema operacional Mac OS. Foram lançadas várias versões como Macinstosh Plus e Macinstosh 512KB.
1991 – PoweBook
A primeira linha de notebooks da Apple, a PoweBook se tornou referência em portabilidade. A versão do Macinstosh Portable foi a iniciadora deste processo, mas o PowerBook que inspirou os modelos de notebooks atuais. Equipada com 2MB de RAM expansíveis até 8MB, sua qualidade e eficiência eram impressionantes para a época. Vendido originalmente por US$2.500.
1998 – iMac
O primeiro iMac foi lançado em 1998. Seu diferencial era um design inovador, ótimas configurações e um sistema de tudo-em-um. Todo o computador ficava integrado com o monitor, não havia separação entre gabinete, monitor, drive de CD, etc. Todo o design era feito de plástico translúcido, inclusive o mouse e o teclado. Essa inovaçao fez com que todo o mercado se mexesse para criar produtos semelhantes para concorrer com o iMac.
2003 – iPod
A revolução no ramo musical. O iPod surgiu no mercado em 2003 quebrando paradigmas. Com variações de espaços de armazenamento de 10GB até 40GB. A conexão era feita com um cabo USB acessado pelo iTunes, onde você pode comprar apenas os áudios da música e jogar direto para o aparelho. Em 2003 essa foi a revolução, hoje ter um MP3 é algo até normal. Mais uma revolução de Jobs. Durante os anos foram lançadas várias versões como o iPod Mini, iPod Nano, iPod Touch e iPod Shuffle.
2007 – iPhone
O iPhone é um smartphone criado pela Apple em 2007. A revolução criada por este aparelho é simples: um smartphone controlado por toque, com tela grande e várias opções de aplicativos em sua AppStore. Começou a ser vendido por US$ 199,99 no seu preço mais baixo. Tempos depois foi lançado o iPhone 3G. Possui conexão wi-fi e seu acesso a internet é bem intuitivo, como todos os produtos da Apple costumam ser. Depois de seu lançamento, várias empresas como a Samsung, a Nokia e a LG criaram celulares similares para tentar competir no mercado
2010 – IPad
Tablet da Apple revolucionário e pioneiro para outras marcas.
